1 de maio de 2012

6 razões pelas quais é melhor se viciar em cachaça do que em World of Warcraft - parte 1

PRESTENÇÃO, GAROTO JUVENIL!


(SE VOCÊ É IDIOTA e ainda NÃO percebeu pelo título, este texto tenta ser CÔMICO, i.e., ele exagera a realidade e faz correlações inusitadas no singelo intuito de causar um peidinho mental, que é a gênese do riso. NÓS NÃO INCENTIVAMOS você a BEBER. Não é legal se viciar nessa bagaça, porque pode sequelar sua vida. Logo, seja responsável: só beba se for maior de 18 anos e se for dirigir, não beba. lidar com marcha manual já é difícil demais pra alguns de vocês,  avalie com um copo na mão?)

(como esse texto ficou enorme e ninguém tem tanta paciência assim [especialmente com toda essa putaria a ser vista na net] vou parti-lo em 2 bandas, ok? próxima semana tem mais)



Houve um tempo em que eu andava com uma galera. Minha galerinha galerosa galerava pelas galerias (da minha cidade-natal, que não é Galerians - tudo tem limites) basicamente fazendo 3 coisas da vida: nada (majoritariamente), beber (eventualmente) e jogar RPG (todo fds).

chute da porra saber que esse jogo viadinho existe.
Há quem diga que jogar RPG bagunça sua percepção da realidade. Quem fala isso é um tapado que certamente nunca passou 16h em "on", jogando e interpretando seu boneco por horas a fio. (personagem é coisa de viado e atores. Coincidência?)

jogo vampiro por ser mais pomposo e elegante. Agora dá licença que vou ali
sodomizar meu carniçal com um hidrante...
Dedicadamente, durante o tempo da partida, cada jogador guia seu boneco por caminhos mui complexos com objetivos sempre variados que, curiosamente, descambavam 90% das vezes em matar/perverter tudo de bom, justo e/ou certo que aparecia pelo caminho.

COMO ASSIM matar a refém não dá xp? 
Com isso em mente, digo-vos que jogar RPG desta maneira jamais distorceu meu senso da realidade porque, naquele momento em particular, eu não estava sendo "EU", o rapaz lépido, fagueiro e pimpão que estas palavras manipula com precisão ímpar (senhoras), mas sim uma projeção unidirecional de tudo que eu acho que seja medieval, com umas pitadas das minhas psicoses e frustrações, totalmente devotado à "ownage" e a sacanear o mestre (sério, é divertido). 

Ownage (noun): 1. Noun form of the verb own. 2. An instance in which 
someone or something is owned. 3. BOTAR PRA FUDÊ, VÉI.
Logo, esse papinho de dissociação da realidade é balela: na vida real, eu sou "eu" o tempo todo; só quando começa o jogo é que me torno uma máquina unidirecional de coletar XP. Simples assim. Fodam-se OS psicólogos, vão empombar com a Sony.

Então garoto, o que você vê além de pessoas mortas e continues?
Vira e mexe a galere se entretia nos ditos corujões das lan houses, onde por noites a fio, pela bagatela de derreáu, você poderia eviscerar madrugada adentro seus colegas em jogos cujo único sentido sempre me pareceu esse (esse lance de defusar bomba em CS é mito). Do CS a coisa foi degringolando pro D.O.T.A.(Deixei de Ouriçar Taradinhas Alternativas), onde começou uma verdadeira peregrinação da galera do RPG de mesa, moleque, de várzea, pra o Dotinha-nosso-de-cada-noite. 

Tal tendência gerou um cisma entre o meu pessoal: de um lado, os que jogavam o D.O.T.A. (Deixando o Ouro pro Théo da Actionlanhouse) e se dedicavam de corpo e alma a combear supremamente uma aghni com power treads, objetivando que seu ultimate tenha um DPS spread ratio de 3 picolés por microrregião/em mols (algo assim: não jogo muito essa porra); de outro, a resistência, que ainda insistia no RPG de mesa e em simular uma vida social ativa pra família.

Sério, pow, quero minha XP pela refém. 
Apesar das eventuais rusgas (especialmente após a cunha do apelido "Doentes Obcecados por Transexuais Ativos", que rendeu menos risadas do que brigas), aqui e ali ainda havia um equilíbrio: a galera dividia-se em 60/40, com pelo menos 40% do povo a batendo o velho GURPS de guerra.

Mas, desde que o WOW-BR aconteceu, em meados de 2006 (salvo engano), algo essencialmente mudou. Com a "descoberta" dos primeiros servers piratas blizz-like pelo povo, começou um processo de assimilação de toda a minha turma pelo verdadeiro UM-anel: o disco de instalação do WOW!

pode não caber no seu dedo, mas ele foi projetado pra se fixar nas
bordas do seu lugarzinho divertido, rapaz...
Eis que, gradativamente, mais rápido que o crescimento da creep undead, a turma toda ficou enfeitiçada: tudo começou a girar em torno do WOW e assuntos correlatos. Mais rápido que fogo na palha seca, o um-anel da Blizzard transformou toda a minha antiga galera em uma horda de zumbis da Horda (essa frase faz sentido, por incrível que pareça) e quando me dei conta, estava só em casa sem adversários para meu dragão de oito cabeças aracnóide cuspidor de ácido (lisérgico) e seus asseclas, tiranossauros telecinéticos dublês de Elvis (com topete e tudo - ei, em GURPS você REALMENTE pode mestrar de tudo.)

 TUDO MESMO, seu doente do caralho...
Por isso, sem nada melhor pra fazer e após ter gasto 6h na feitura de Otto, o octodragon (2h só modelando peculiaridades) vou me vingar apontando os 6 pontos mais abjetos e escrotíferos dos jogos online, comparando-o com a velha birita nossa de cada dia, como forma de exortar o povo a largar esse vício sem futuro e consumidor de tempo e dinheiro, em prol de algum outro vício igualmente sem futuro e consumidor de tempo e dinheiro (RPG), mas no qual ao menos eu possa roubar mais facilmente!


1 - É MAIS BARATO SE VICIAR EM CACHAÇA DO QUE EM WOW!


Primeiramente: custa 30 merrecas só pra ter o jogo. "mas Léo, eu posso baixar tudo pirata e convalidar na battle.net", chora o viciadinho enquanto escolhe luvas pra combinar com o strapon of imponence +3 fúcsia de seu Pandarem. Este ignóbil viciado se esquece que só o jogo básico custa 30 merrecas: cada expansão (que é lançada num ritmo quase anual) custa um corinho de rato a mais. As duas expansões OBRIGATÓRIAS pra se ser top de linha (lixo gypsy king & Catacorno, atualmente) custam a "bagatela" de CEM DILMAS CADA e a taxa mensal de Manutenção da conta é de 15 reais! 15 reais!

ACIMA: strapon of imponence +3 fucsia. imaginem aí a montagem, porque não consegui profanar o tapetinho do meu note pra pintar esse treco...
Ou seja, para se começar a jogar, tendo uma real chance de ser ALGUÉM nesta bomba, de cara você terá que desembolsar 230 DINHEIRINHOS. NEM no banco imobiliário você começa com essa grana!

E é porque este jogo é que trata sobre o mal do capitalismo desmedido.
Fora que cada coisinha a mais custa dinheirinhos: desde itens especiais só a dinheiro, pets inúteis que custam os olhos da cara, até OURO "farmado" por prisioneiros chineses, tudo se compra nesta joça! o centro da cidade tá perdendo bonito pra Azeroth.

Plaque of propagande: +30% na defense ratio, 
+25% no damage ratio e +70% na propaganda ratio.
Pra se ter uma idéia, o dinheiro angariado pela Blizzard com UM MÍSERO PET ESTRITAMENTE ESTÉTICO (i.e. inútil) foi na casa dos 2 MILHÕES DE DÓLARES. Agora, tu imagina quanto esses caras não ganham com pets/montarias que realmente FAZEM alguma coisa? Logo, de boa você se verá gastando entre R$ 50 e 150 ao mês, dependendo de quão noob você é e quão 1337-vid4 l0ka você quer se tornar.

Por outro lado, ao se viciar em PINGA, você pode comodamente alocar (malocar?) parcelas suaves da sua renda neste hábito. Se você escolher o álcool, desde as beras de final de semana até mesmo a meiota-nossa-de-cada-dia pra parar de tremer a mão, não custam mais do que centavos ou poucos reais.

Na verdade, mesmo viciado hardcore, você consegue absorver quantidades absurdas de álcool comprando as cachaças de cabeça, e dificilmente vai precisar de mais de uma meiota (R$ 1,50) por dia pra conseguir ficar "daquele jeito". Saldo do álcool: R$ 45/mês (menos, se apelar pro álcool 90º. Ou for um cachorro.)

Quanto menor o bebedor, maior a cana. E a economia.
(nos vemos na 2ª parte, FELLAS!)

Keywords: artigos, birita, cachaça, cana, cerveja, D.O.T.A., DOTA, G.U.R.P.S., galerians, GURPS, Humor, RPG, vício, World of Warcraft, WOW

2 comentários:

  1. Não me interesso nem um pouco por games (e nem por cachaça! rs) mas este post até que ficou interessante!

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