Ser #foreveralone, como tudo na vida, tem que ter alguma vantagem; no meu caso específico, implica em eu ter um certo dinheirinho recebido mensalmente (vulgarmente conhecido como "salário", "proventos" ou "aquilo que o banco toma") 100% aplicado na augusta pessoa que vos escreve este relato: EU.
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| Augusto. adj.: Nobre, Imponente. Eu na Rua Augusta. subst.: Pobre, Impotente. |
Apesar de cansado e meio liso por ter ido ao lollapalooza (depois eu posto a respeito), catei "Milo", meu sofrido carango, e maloquei dimensionalmente entre o plano elemental do fogo e Hellcife. 15h de tráfego planar depois (pegando um engarrafamento no desvio entre o fluxo de almas pro inferno e a estrada pro plano material primário, q é FODA de cruzar depois da meia noite) cheguei à capital do bairrismo nordestino, quiçá nacional.
Me instalei perfeitamente no ap de um amigo e fui sacar meu ingresso no estádio do Santa Cruz, o MAIOR TIME da série D do brasileirão (ei, tem mais de 11 jogadores profissionais. BRINKS com o Santinha!). Lá chegando, peguei uma filinha rápida e fácil.
Nada mal pra quem pagou 50 conto de taxa de (in)conveniência, o que faz surgir um questionamento: se é considerado "conveniente" eu catar o ingresso na bilheteria, o que seria inconveniente então? bater um negão na minha porta e enfiar o ingresso no meu cú?
Como tal taxa era expressa em porcentagem, quem pegou pista VIP (Viadinhos Inimigos da Pobreeeeeeza... mulhé!) teve que pagar bem mais que eu (de 260 pra 700 são muitas rodadas no banco imobiliário). No caso, a (in)conveniência seria o quê? um negão maior? O_o
Beleuzas, tamo no show. Acabei chegando em cima da hora, porque perdi muito tempo apanhando de meu amigo no FIFA 2012. Em parte credito a derrota ao fato de que nenhum dos atacantes estava equipado com suas blades of chaos ou arma similar; e rolar pra trás enquanto aperta quadrado não é uma opção do Xbox. Por essas e por outras, sou mais o PS3.
Após constatar que o bloqueio policial estava próximo ao estádio, dei aquela velha carreirnha que meus 100kg permitem dar (8m, em clima bom) e cheguei ofegante à catraca. Passinho de lado, entro no Arruda me mijando - aqui cabe um aparte: porque gordo toda vez que corre quer se mijar? tem algo mais aí do que a mera pressão na bexiga, porque eu sinto vontade de mijar mesmo se correr imediantamente DEPOIS de urinar. Filosofemos esta questã em outro momento ...
Passei na catraca e procurei o lado do setor mais próximo do palco. Acabei encontrando um lugarzinho bacana, em uma espécie de corredor/átrio de acesso às "arquibancadas" (aqui entendidas como grandes degraus de concreto), onde eu consegui ficar na murada do fosso, vendo o show a uma mera distãncia de 100-200m. Imediatamente no outro lado de tal corredor encontrei a "barraquinha" que vendia Devaccas até geladinhas ao "módico" custo de R$ 5,00. Era isso ou Schin a R$ 3. "-Devaccas serão, SIR!"
O "ponto" era ideal, com o mínimo de inconveniente de ter contato humano a cada 3 minutos, de alguém querendo sair/entrar na multidão das arquibancadas. Pra um rapaz sozinho como eu estava, uma mãozinha amiga no lombo e falando educadamente ao pé do ouvido gerou um efeito perturbadoramente... apaziguador.
Material para anos de análise à parte, embora a (ênfase nas aspas) "mídia especializada" tenha rasgado a preguinha-rainha do centroma do boga por ter sido forçada a se deslocar pra o "tórrido" Nordeste, o velho beatle não desapontou. 2h50 de show, com direito a um português mais capenga que meu inglês Cacoantibesco; 2 encore-breaks (intervalos finge-que-vai-mais-não-vai), com direito a gritinhos boiolais de "aiiiii, volta Paul" e etc. Gritos esses que me fazem ponderar se essipovo já foi a algum show na vida (¬¬). No mais, segue abaixo minhas observações pontuais.
Me instalei perfeitamente no ap de um amigo e fui sacar meu ingresso no estádio do Santa Cruz, o MAIOR TIME da série D do brasileirão (ei, tem mais de 11 jogadores profissionais. BRINKS com o Santinha!). Lá chegando, peguei uma filinha rápida e fácil.
Nada mal pra quem pagou 50 conto de taxa de (in)conveniência, o que faz surgir um questionamento: se é considerado "conveniente" eu catar o ingresso na bilheteria, o que seria inconveniente então? bater um negão na minha porta e enfiar o ingresso no meu cú?
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| Se esse blackbird cantar, you're dead tonight... |
Como tal taxa era expressa em porcentagem, quem pegou pista VIP (Viadinhos Inimigos da Pobreeeeeeza... mulhé!) teve que pagar bem mais que eu (de 260 pra 700 são muitas rodadas no banco imobiliário). No caso, a (in)conveniência seria o quê? um negão maior? O_o
Beleuzas, tamo no show. Acabei chegando em cima da hora, porque perdi muito tempo apanhando de meu amigo no FIFA 2012. Em parte credito a derrota ao fato de que nenhum dos atacantes estava equipado com suas blades of chaos ou arma similar; e rolar pra trás enquanto aperta quadrado não é uma opção do Xbox. Por essas e por outras, sou mais o PS3.
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| "Let the rage of the titans fill yo- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLL!!!!!" |
Após constatar que o bloqueio policial estava próximo ao estádio, dei aquela velha carreirnha que meus 100kg permitem dar (8m, em clima bom) e cheguei ofegante à catraca. Passinho de lado, entro no Arruda me mijando - aqui cabe um aparte: porque gordo toda vez que corre quer se mijar? tem algo mais aí do que a mera pressão na bexiga, porque eu sinto vontade de mijar mesmo se correr imediantamente DEPOIS de urinar. Filosofemos esta questã em outro momento ...
Passei na catraca e procurei o lado do setor mais próximo do palco. Acabei encontrando um lugarzinho bacana, em uma espécie de corredor/átrio de acesso às "arquibancadas" (aqui entendidas como grandes degraus de concreto), onde eu consegui ficar na murada do fosso, vendo o show a uma mera distãncia de 100-200m. Imediatamente no outro lado de tal corredor encontrei a "barraquinha" que vendia Devaccas até geladinhas ao "módico" custo de R$ 5,00. Era isso ou Schin a R$ 3. "-Devaccas serão, SIR!"
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| Pra você que não aguenta e bebe leite! (patente pendente. todos os direitos reservados.) |
O "ponto" era ideal, com o mínimo de inconveniente de ter contato humano a cada 3 minutos, de alguém querendo sair/entrar na multidão das arquibancadas. Pra um rapaz sozinho como eu estava, uma mãozinha amiga no lombo e falando educadamente ao pé do ouvido gerou um efeito perturbadoramente... apaziguador.
Material para anos de análise à parte, embora a (ênfase nas aspas) "mídia especializada" tenha rasgado a preguinha-rainha do centroma do boga por ter sido forçada a se deslocar pra o "tórrido" Nordeste, o velho beatle não desapontou. 2h50 de show, com direito a um português mais capenga que meu inglês Cacoantibesco; 2 encore-breaks (intervalos finge-que-vai-mais-não-vai), com direito a gritinhos boiolais de "aiiiii, volta Paul" e etc. Gritos esses que me fazem ponderar se essipovo já foi a algum show na vida (¬¬). No mais, segue abaixo minhas observações pontuais.
- Paul: PENSE num VÉIO MUGANGUEIRO (para os não-potiguares/nordestinos/iniciados: mugangueiro = brincalhão, supimpa, sagaz, jolly good fella). Tirou onda, interagiu muito com a platéia nas duas línguas, se emocionou com a homenagem que fizeram pra ele na pista VIP (Vovozinhas na Intenção de Paul), se desfez logo do paletó, agradeceu profusamente por tudo e manteve uma energia durante cada performance de envergonhar vocalista de trio de micareta.
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| Eat your heart out, Ricardo Chaves! |
- Homenagem: o fã clube providenciou duas gratas surpresas: em alguma música eles sacaram várias máscaras, todas elas de Paul, em diversas fases da vida. É sério, encheu metade da pista VIP (viadinhos imitando Paul)! Em seguida, quando rolou "Hey Jude", a turma levantou vários papéis A4 com os dizeres "NA!", em clara alusão à parte da música e oposição aos Cavaleiros que dizem "NI", que encontram forte resistência ideológica no PE. True story.
- Something com o cavaquinho: ficou muito legal, confesso que não conhecia essa versão. PS: ukulele é algo que você enfia em havaianos. Aquilo é um cavaquinho. Grato.
- Back to URSS: o hino de Lenin dando um tapa na pantera foi fantástico, com direito a corinho e gente se esbagaçando de gritar no meu lado.
- I've got a feeling: Uma das minhas preferidas. Após essa música, tive que ir no banheiro e descobri porque o nome do estádio é Arruda: não fosse pelas milhares de ramas de arruda, alecrim e eucaliptos espalhadas pelo chão do banheiro, suspeito que pessoas de resistência mais branda morreriam asfixiadas pelo forte cheiro de URINA que infectava TODO o banheiro. Fora o mijo no chão, que tomaria um capítulo todo se eu me extendesse...
- Let it be: Ah, o primeiro hino cantado juntinho por todo, a Catarse dos alunos do oxford/watford/pink&blue freedom e demais cursos de inglês. Estranhamente, todos sabiam a letra. A maioria com certeza lembrou daquela prova do 2º bimestre que consistia em traduzir essa letra e uso de should, either e/ou neither. Muito choro também, acho que pela lembrança das notas...
- Live and let die: Momento mágico, de pura pirotecnia. Foi a maior prova de que realmente temos muito em comum com animais. Tem raio? Tem brilhinho? OHHHHH que hipnótico. Desnecessário dizer, todo mundo amou.
- Hey Jude: Catarse nº 2, agora com a prova de listening da 3a unidade. Muito choro e emoção, porque, francamente, listening ninguém merece. Detona com todo mundo! Curiosamente, muitos erros de letra.
- Palmas: Gostaria de frisar que todas as tentativas de palmas conseguiram a façanha de sair de sintonia do compasso da música em menos de 30s. Neste momento, presencio a pitoresca e regional CHUVA DE MIJO nos corredores do ARRUDA. Por pouco não sou alvejado.
- Bairrismo/ufanismo e quem sabe um motivo pros fri-fris: Mr. McCartney & seus asseclas, em um dos intervalos, voltaram ao palco correndo e portando bandeiras: uma do Reino Unido e outra do PERNAMBUCO (digam o que quiserem, ainda me parece que a bandeira do PE foi feita por uma criança no Paintbrush ou naquele programa educacional com as tartaruguinhas. Um pesadelo estético...). Isso OURIÇOU a multidão de um jeito tal que eu acredito que haveria tragédia se ele ensaiasse 2 compassos que fossem de "vassourinhas". Bairrismo à parte, acredito que um dos motivos de emputecimento dos ASPAS jornalistas especializados FECHA ASPAS é porque Paul agradou o bairrismo local, ao invés de ser CHAPA BRANCA e optar pelo DIPLOMÁTICO pavilhão nacional.
| Todo mundo junto: "Ouviram do ipiranga à perna abeeeeeeeeeeerta, deitado numa cama sem cueca!" -eita, hino errado... DE NOVO: "Japonês tem quatro fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilho..." |
- Povo que subiu ao palco: Deprimente. Momento Sílvio Santos: só faltou mandar "prá lá" e dar R$ 50 pra cada uma. A paulisssssssta que subiu no palco foi ampla e longamente vaiada. Todas as matérias que saíram na imprensa, na sequência, atacaram o público. COINCIDÊNCIA?
- Yesterday: Parte triste. Metada da galera lembrou do trabalho que tiveram que fazer pra recuperação de inglês, no finalzinho do 4º bimestre da escola (transcrever essa letra e a tradução, tudo junto com 2 imagens dos beatles, tudo numa cartolina rosa). Triste. Eu mesmo me emocionei.
- Helter Skelter: Minha preferida, embora desde então eu tenha embaçado com "o calibre" dos paralamas. Cópia deslavada! Putz heim, Herbert? Amnésia tem limites, rapaz!
Por fim, ressalto que a saída do local foi ordeira e ainda deu pra assistir umas 5 partidas do UFC numa bodega próxima ao Arruda, enquanto esperava minha carona de volta chegar no engarrafamento (minha vingança pessoal pelo FIFA). Tudo embalado por Skolls latão e espetinhos de carne enrolados em Bacon!
Conclusão: foi uma LONG AND WIDING ROAD, mas I'VE GOT A FEELING, e eu totalmente iria GET BACK, COME TOGETHER pra outro show desses, porque no final I FEEL FINE! UAHSUAHSUSHAUSHU





Ei, eu fiz Pink & Blue Freedom, ok? E realmente, listening sempre complica. Mas a capital do bairrismo nacional deve ser Porto Alegre, Recife se restringe a ser apenas a capital de fato do Nordeste. Nada mais!
ResponderExcluirImaginei. vc não tem cara de quem fez CCAA... o CCAA n tinha beatles, só roxette e aquele cara que canta "sunshine on my shoulders". weak...
Excluirquanto à questão "bairrocapitalista" (ui), acho q os cearenses pensam diferente de vc, amigo. E certamente fortal cheira melhor! :p
Cara, a capital não precisa ser cheirosa. Lembre-se da capital do país. E eu fiz P&B Freedom, mas por pouco tempo. Realmente nunca fiz CCAA, mas não tenho nada contra. Além disso, tinha muito pouco Beatles na ABA (onde estudei inglês por mais tempo), mas tudo bem, pq eu ouvia em casa. Hehehe.
ExcluirQuanto aos cearenses, eles podem pensar o que quiserem, mas fora o fato de terem sido pioneiros na abolição da escravatura no Brasil, eles tem de admitir e se subjugar à potência da capital do Nordeste.
AO AO AO (isso não é um novo modo de latir)
ResponderExcluirQuem vai, vai a algum lugar, então digo q Julio foi AO show do Paul MacCartney, não?
Também devo observar que as pessoas que estavam gritando coladinhas ao Júlio estavam se esbagaçando de gritar AO lado dele.
Mas fora isso, foi muito divertido ler esta epopéia recifenha, muitíssimo bem escrita por um recifense!
E viva o Pau, ops, digo... o Paul - o McCartney!
Elaine, comentários pertinentes. Apenas uma correção, o texto é do Leo, e não do Julio. ;-)
ExcluirÉ, o analfabeto fui eu, por não ter ido AO AO AO revisor ortográfico. Obg pelo aviso :D
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