23 de maio de 2012

Podcast Número 3, adivinhem...

... Pois é. Atrasou de novo.

Desta vez, o episódio estava prontinho para ser lançado, mas quando fomos ouvir para conferir, percebemos que deu um problema no arquivo e perdemos a edição sempre espetacular do Julio.

Sim, parece desculpa esfarrapada, mas é a mais pura verdade.

O episódio 3 atrasou, mas você não perde por esperar, pois o tema será espetacular.

Como diria Silvio Santos. Aguarrrrdeeeemmm!

11 de maio de 2012

Ilustração Surreal

Fazendo jus ao nome de nosso site, Surrealmente, aqui vai mais uma ilustração surrealista de Dimitri Kozma. Esta chama-se "Status Quo", espero que gostem.

6 de maio de 2012

Suuuuurrealmente video game fuleiretion society apresenta:

Da série: Jogos que eu pagaria CARO pra jogar.


Victor Creed > Enzio/Ezio/Baresi/Roberto Baggio...




Ao primeiro que disser "-AAAinn! Copiou do memebase..." um aviso:
-VAI CHUPAR UM CANAVIAL DE RÔLA! 
keywords: assassins creed, call of cthulhu, call of duty, Humor, play station 3, ps3, victor creed, video game, x-men

ESCOLA DE MOTIVACIONAIS PARA TODA A VIDA

Domingão, dia de estudar feito um condenado relaxar, encher a cara curtir com os amigos e  FAPFAPFAP dar uns xêro nas muié da vez. Pra você não começar a se desesperar neste dia maravilhoso, algo que acontece sempre por volta das 17h, lembre da mensagem de nossos patrocinadores (ai, se sêsse...)

Nossas forças estão sob ataque!

E desencana que a vida é bacana!

keywords: broodwar, Humor, motivacional, overlord, Starcraft

Surrealmente Podcast - Episódio 002 - Pirataria


Em nosso segundo episódio tratamos de um tema polêmico: PIRATARIA, mas tentamos fugir dos clichês e dar uma abordagem com alguns pontos de vista diferentes sobre o assunto. Julio Samico, depois de atrasar séculos com sua edição finalmente nos entrega uma obra prima "podcastal".

Em mais um episódio repleto do inusitado e de piadas de gosto duvidoso, nossos Surreais Leonardo Freitas, Julio Samico e Dimitri Kozma, discutem sobre PIRATARIA. Portanto, prepare seu Louro, tapa olho e venha se divertir com nossos pernas de pau!

Escute e participe! Queremos sua opinião, o que acertamos? O que erramos? O que você gostou? O que não gostou?

Assuntos tratados neste podcast:

Filmes relacionados com a pirataria
- O Homem Que Copiava (2003)
- As Novas Viagens de Simbad (The Golden Voyage of Sinbad, 1973)
- Piratas do Vale do Silício (Pirates of Silicon Valley, 1999) - Aqui, mais do que falar do filme, acabou virando um grande debate de PC versus Mac.

Músicas relacionadas com a pirataria
- Ave Sangria - "O Pirata"
- Teatro Mágico
- System Of A Down - "Steal This Album"

Games relacionados com a pirataria
- Campeonato Futebol Brasileiro 96 (SNES - International Superstar Soccer)
- The Secret Of Monkey Island

Outros assuntos
- Constellation - Animação de Dimitri Kozma que foi pirateada

O papo flui com elocubrações diversas, como lembranças do tarado Miele, Mac-fags, enfeitando cocô, doutor Robotinik e sua simbologia, o mercado de games usados, a tênue linha do certo e errado, ilegal e imoral, Megaupload, e muito mais.

Clique no player abaixo para escutar o podcast Surrealmente:



Download do podcast em MP3 aqui.

O endereço do Feed do podcast Surrealmente para ler em seu leitor RSS ou iTunes é:
http://feeds.feedburner.com/surrealmentepodcast

Escutem, comentem e compartilhem!

Imagem da capa: revista "Piracy", publicada pela EC Comics em 1955.
Autores: Dimitri Kozma, Julio Samico e Leonardo Freitas

5 de maio de 2012

Suuuuurrealmente video game fuleiretion society apresenta:

Se esse blog tivesse visitas, eu escreveria "pedras em 3...". Como não tem, bem, err... aproveitem?



Keywords: cursos, direito, engenharia, Humor, medicina, montagens, paintbrush, protoss, Starcraft, starcraft II, terran, terrano, zerg

3 de maio de 2012

Então, eu fui no show de Paul McCartney em Recife...

Ser #foreveralone, como tudo na vida, tem que ter alguma vantagem; no meu caso específico, implica em eu ter um certo dinheirinho recebido mensalmente (vulgarmente conhecido como "salário", "proventos" ou "aquilo que o banco toma") 100% aplicado na augusta  pessoa que vos escreve este relato: EU.

Augusto. adj.: Nobre, Imponente.
Eu na Rua Augusta. subst.: Pobre, Impotente.
Apesar de cansado e meio liso por ter ido ao lollapalooza (depois eu posto a respeito), catei "Milo", meu sofrido carango, e maloquei dimensionalmente entre o plano elemental do fogo e Hellcife. 15h de tráfego planar depois (pegando um engarrafamento no desvio entre o fluxo de almas pro inferno e a estrada pro plano material primário, q é FODA de cruzar depois da meia noite) cheguei à capital do bairrismo nordestino, quiçá nacional.

Me instalei perfeitamente no ap de um amigo e fui sacar meu ingresso no estádio do Santa Cruz, o MAIOR TIME da série D do brasileirão (ei, tem mais de 11 jogadores profissionais. BRINKS com o Santinha!). Lá chegando, peguei uma filinha rápida e fácil.

Nada mal pra quem pagou 50 conto de taxa de (in)conveniência, o que faz surgir um questionamento: se é considerado "conveniente" eu catar o ingresso na bilheteria, o que seria inconveniente então? bater um negão na minha porta e enfiar o ingresso no meu cú?

Se esse blackbird cantar, you're dead tonight...

Como tal taxa era expressa em porcentagem, quem pegou pista VIP (Viadinhos Inimigos da Pobreeeeeeza... mulhé!) teve que pagar bem mais que eu (de 260 pra 700 são muitas rodadas no banco imobiliário). No caso, a (in)conveniência seria o quê? um negão maior? O_o

Beleuzas, tamo no show. Acabei chegando em cima da hora, porque perdi muito tempo apanhando de meu amigo no FIFA 2012. Em parte credito a derrota ao fato de que nenhum dos atacantes estava equipado com suas blades of chaos ou arma similar; e rolar pra trás enquanto aperta quadrado não é uma opção do Xbox. Por essas e por outras, sou mais o PS3.

"Let the rage of the titans fill yo- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLL!!!!!"


Após constatar que o bloqueio policial estava próximo ao estádio, dei aquela velha carreirnha que meus 100kg permitem dar (8m, em clima bom) e cheguei ofegante à catraca. Passinho de lado, entro no Arruda me mijando - aqui cabe um aparte: porque gordo toda vez que corre quer se mijar? tem algo mais aí do que a mera pressão na bexiga, porque eu sinto vontade de mijar mesmo se correr imediantamente DEPOIS de urinar. Filosofemos esta questã em outro momento ...


Passei na catraca e procurei o lado do setor mais próximo do palco. Acabei encontrando um lugarzinho bacana, em uma espécie de corredor/átrio de acesso às "arquibancadas" (aqui entendidas como grandes degraus de concreto), onde eu consegui ficar na murada do fosso, vendo o show a uma mera distãncia de 100-200m. Imediatamente no outro lado de tal corredor encontrei a "barraquinha" que vendia Devaccas até geladinhas ao "módico" custo de R$ 5,00. Era isso ou Schin a R$ 3. "-Devaccas serão, SIR!"

Pra você que não aguenta e bebe leite!
(patente pendente. todos os direitos reservados.)

O "ponto" era ideal, com o mínimo de inconveniente de ter contato humano a cada 3 minutos, de alguém querendo sair/entrar na multidão das arquibancadas. Pra um rapaz sozinho como eu estava, uma mãozinha amiga no lombo e falando educadamente ao pé do ouvido gerou um efeito perturbadoramente... apaziguador.

Material para anos de análise à parte, embora a (ênfase nas aspas) "mídia especializada" tenha rasgado a preguinha-rainha do centroma do boga por ter sido forçada a se deslocar pra o "tórrido" Nordeste, o velho beatle não desapontou. 2h50 de show, com direito a um português mais capenga que meu inglês Cacoantibesco; 2 encore-breaks (intervalos finge-que-vai-mais-não-vai), com direito a gritinhos boiolais de "aiiiii, volta Paul"  e etc. Gritos esses que me fazem ponderar se essipovo já foi a algum show na vida (¬¬). No mais, segue abaixo minhas observações pontuais.

  • Paul: PENSE num VÉIO MUGANGUEIRO (para os não-potiguares/nordestinos/iniciados: mugangueiro = brincalhão, supimpa, sagaz, jolly good fella). Tirou onda, interagiu muito com a platéia nas duas línguas, se emocionou com a homenagem que fizeram pra ele na pista VIP (Vovozinhas na Intenção de Paul), se desfez logo do paletó, agradeceu profusamente por tudo e manteve uma energia durante cada performance de envergonhar vocalista de trio de micareta.
Eat your heart out, Ricardo Chaves!

  • Homenagem: o fã clube providenciou duas gratas surpresas: em alguma música eles sacaram várias máscaras, todas elas de Paul, em diversas fases da vida. É sério, encheu metade da pista VIP (viadinhos imitando Paul)! Em seguida, quando rolou "Hey Jude", a turma levantou vários papéis A4 com os dizeres "NA!", em clara alusão à parte da música e oposição aos Cavaleiros que dizem "NI", que encontram forte resistência ideológica no PE. True story.
  • Something com o cavaquinho: ficou muito legal, confesso que não conhecia essa versão. PS: ukulele é algo que você enfia em havaianos. Aquilo é um cavaquinho. Grato.
  • Back to URSS: o hino de Lenin dando um tapa na pantera foi fantástico, com direito a corinho e gente se esbagaçando de gritar no meu lado.
  • I've got a feeling: Uma das minhas preferidas. Após essa música, tive que ir no banheiro e descobri porque o nome do estádio é Arruda: não fosse pelas milhares de ramas de arruda, alecrim e eucaliptos espalhadas pelo chão do banheiro, suspeito que pessoas de resistência mais branda morreriam asfixiadas pelo forte cheiro de URINA que infectava TODO o banheiro. Fora o mijo no chão, que tomaria um capítulo todo se eu me extendesse...
  • Let it be: Ah, o primeiro hino cantado juntinho por todo, a Catarse dos alunos do oxford/watford/pink&blue freedom e demais cursos de inglês. Estranhamente, todos sabiam a letra. A maioria com certeza lembrou daquela prova do 2º bimestre que consistia em traduzir essa letra e uso de should, either e/ou neither. Muito choro também, acho que pela lembrança das notas...
  • Live and let die: Momento mágico, de pura pirotecnia. Foi a maior prova de que realmente temos muito em comum com animais. Tem raio? Tem brilhinho? OHHHHH que hipnótico. Desnecessário dizer, todo mundo amou.
  • Hey Jude: Catarse nº 2, agora com a prova de listening da 3a unidade. Muito choro e emoção, porque, francamente, listening ninguém merece. Detona com todo mundo! Curiosamente, muitos erros de letra.
  • Palmas: Gostaria de frisar que todas as tentativas de palmas conseguiram a façanha de sair de sintonia do compasso da música em menos de 30s. Neste momento, presencio a pitoresca e regional CHUVA DE MIJO nos corredores do ARRUDA. Por pouco não sou alvejado.
  • Bairrismo/ufanismo e quem sabe um motivo pros fri-fris: Mr. McCartney & seus asseclas, em um dos intervalos, voltaram ao palco correndo e portando bandeiras: uma do Reino Unido e outra do PERNAMBUCO (digam o que quiserem, ainda me parece que a bandeira do PE foi feita por uma criança no Paintbrush ou naquele programa educacional com as tartaruguinhas. Um pesadelo estético...). Isso OURIÇOU a multidão de um jeito tal que eu acredito que haveria tragédia se ele ensaiasse 2 compassos que fossem de "vassourinhas". Bairrismo à parte, acredito que um dos motivos de emputecimento dos ASPAS jornalistas especializados FECHA ASPAS é porque Paul agradou o bairrismo local, ao invés de ser CHAPA BRANCA e optar pelo DIPLOMÁTICO pavilhão nacional.
Todo mundo junto: "Ouviram do ipiranga à perna abeeeeeeeeeeerta, deitado numa 
cama sem cueca!" -eita, hino errado...
DE NOVO: "Japonês tem quatro fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilho..." 

Pra essipovo que tem frescurite com o Nordeste foi o mesmo que hastear uma bandeira da Coréia do Sul na Coréia do Norte. Sinceramente? Foi bonito, oportuno e muito feliz da parte do Beatle.

  • Povo que subiu ao palco: Deprimente. Momento Sílvio Santos: só faltou mandar "prá lá" e dar R$ 50 pra cada uma. A paulisssssssta que subiu no palco foi ampla e longamente vaiada. Todas as matérias que saíram na imprensa, na sequência, atacaram o público. COINCIDÊNCIA?
  • Yesterday: Parte triste. Metada da galera lembrou do trabalho que tiveram que fazer pra recuperação de inglês, no finalzinho do 4º bimestre da escola (transcrever essa letra e a tradução, tudo junto com 2 imagens dos beatles, tudo numa cartolina rosa). Triste. Eu mesmo me emocionei.
  • Helter Skelter: Minha preferida, embora desde então eu tenha embaçado com "o calibre" dos paralamas. Cópia deslavada! Putz heim, Herbert? Amnésia tem limites, rapaz!

Por fim, ressalto que a saída do local foi ordeira e ainda deu pra assistir umas 5 partidas do UFC numa bodega próxima ao Arruda, enquanto esperava minha carona de volta chegar no engarrafamento (minha vingança pessoal pelo FIFA). Tudo embalado por Skolls latão e espetinhos de carne enrolados em Bacon!

Conclusão: foi uma LONG AND WIDING ROAD, mas I'VE GOT A FEELING, e eu totalmente iria GET BACK, COME TOGETHER pra outro show desses, porque no final I FEEL FINE! UAHSUAHSUSHAUSHU

2 de maio de 2012

Da série "livros que gostaria de ler"

A referência é meio obscura pra quem não foi aborrecente otaku nos anos 90 ou não é nerd de sci-fi. 


All images powered by Paintbrush.

P.S.: eu sei que esse é o P-chan: mas prefiro ele ao Ranma. Morram. Grato.  

1 de maio de 2012

6 razões pelas quais é melhor se viciar em cachaça do que em World of Warcraft - parte 1

PRESTENÇÃO, GAROTO JUVENIL!


(SE VOCÊ É IDIOTA e ainda NÃO percebeu pelo título, este texto tenta ser CÔMICO, i.e., ele exagera a realidade e faz correlações inusitadas no singelo intuito de causar um peidinho mental, que é a gênese do riso. NÓS NÃO INCENTIVAMOS você a BEBER. Não é legal se viciar nessa bagaça, porque pode sequelar sua vida. Logo, seja responsável: só beba se for maior de 18 anos e se for dirigir, não beba. lidar com marcha manual já é difícil demais pra alguns de vocês,  avalie com um copo na mão?)

(como esse texto ficou enorme e ninguém tem tanta paciência assim [especialmente com toda essa putaria a ser vista na net] vou parti-lo em 2 bandas, ok? próxima semana tem mais)



Houve um tempo em que eu andava com uma galera. Minha galerinha galerosa galerava pelas galerias (da minha cidade-natal, que não é Galerians - tudo tem limites) basicamente fazendo 3 coisas da vida: nada (majoritariamente), beber (eventualmente) e jogar RPG (todo fds).

chute da porra saber que esse jogo viadinho existe.
Há quem diga que jogar RPG bagunça sua percepção da realidade. Quem fala isso é um tapado que certamente nunca passou 16h em "on", jogando e interpretando seu boneco por horas a fio. (personagem é coisa de viado e atores. Coincidência?)

jogo vampiro por ser mais pomposo e elegante. Agora dá licença que vou ali
sodomizar meu carniçal com um hidrante...
Dedicadamente, durante o tempo da partida, cada jogador guia seu boneco por caminhos mui complexos com objetivos sempre variados que, curiosamente, descambavam 90% das vezes em matar/perverter tudo de bom, justo e/ou certo que aparecia pelo caminho.

COMO ASSIM matar a refém não dá xp? 
Com isso em mente, digo-vos que jogar RPG desta maneira jamais distorceu meu senso da realidade porque, naquele momento em particular, eu não estava sendo "EU", o rapaz lépido, fagueiro e pimpão que estas palavras manipula com precisão ímpar (senhoras), mas sim uma projeção unidirecional de tudo que eu acho que seja medieval, com umas pitadas das minhas psicoses e frustrações, totalmente devotado à "ownage" e a sacanear o mestre (sério, é divertido). 

Ownage (noun): 1. Noun form of the verb own. 2. An instance in which 
someone or something is owned. 3. BOTAR PRA FUDÊ, VÉI.
Logo, esse papinho de dissociação da realidade é balela: na vida real, eu sou "eu" o tempo todo; só quando começa o jogo é que me torno uma máquina unidirecional de coletar XP. Simples assim. Fodam-se OS psicólogos, vão empombar com a Sony.

Então garoto, o que você vê além de pessoas mortas e continues?
Vira e mexe a galere se entretia nos ditos corujões das lan houses, onde por noites a fio, pela bagatela de derreáu, você poderia eviscerar madrugada adentro seus colegas em jogos cujo único sentido sempre me pareceu esse (esse lance de defusar bomba em CS é mito). Do CS a coisa foi degringolando pro D.O.T.A.(Deixei de Ouriçar Taradinhas Alternativas), onde começou uma verdadeira peregrinação da galera do RPG de mesa, moleque, de várzea, pra o Dotinha-nosso-de-cada-noite. 

Tal tendência gerou um cisma entre o meu pessoal: de um lado, os que jogavam o D.O.T.A. (Deixando o Ouro pro Théo da Actionlanhouse) e se dedicavam de corpo e alma a combear supremamente uma aghni com power treads, objetivando que seu ultimate tenha um DPS spread ratio de 3 picolés por microrregião/em mols (algo assim: não jogo muito essa porra); de outro, a resistência, que ainda insistia no RPG de mesa e em simular uma vida social ativa pra família.

Sério, pow, quero minha XP pela refém. 
Apesar das eventuais rusgas (especialmente após a cunha do apelido "Doentes Obcecados por Transexuais Ativos", que rendeu menos risadas do que brigas), aqui e ali ainda havia um equilíbrio: a galera dividia-se em 60/40, com pelo menos 40% do povo a batendo o velho GURPS de guerra.

Mas, desde que o WOW-BR aconteceu, em meados de 2006 (salvo engano), algo essencialmente mudou. Com a "descoberta" dos primeiros servers piratas blizz-like pelo povo, começou um processo de assimilação de toda a minha turma pelo verdadeiro UM-anel: o disco de instalação do WOW!

pode não caber no seu dedo, mas ele foi projetado pra se fixar nas
bordas do seu lugarzinho divertido, rapaz...
Eis que, gradativamente, mais rápido que o crescimento da creep undead, a turma toda ficou enfeitiçada: tudo começou a girar em torno do WOW e assuntos correlatos. Mais rápido que fogo na palha seca, o um-anel da Blizzard transformou toda a minha antiga galera em uma horda de zumbis da Horda (essa frase faz sentido, por incrível que pareça) e quando me dei conta, estava só em casa sem adversários para meu dragão de oito cabeças aracnóide cuspidor de ácido (lisérgico) e seus asseclas, tiranossauros telecinéticos dublês de Elvis (com topete e tudo - ei, em GURPS você REALMENTE pode mestrar de tudo.)

 TUDO MESMO, seu doente do caralho...
Por isso, sem nada melhor pra fazer e após ter gasto 6h na feitura de Otto, o octodragon (2h só modelando peculiaridades) vou me vingar apontando os 6 pontos mais abjetos e escrotíferos dos jogos online, comparando-o com a velha birita nossa de cada dia, como forma de exortar o povo a largar esse vício sem futuro e consumidor de tempo e dinheiro, em prol de algum outro vício igualmente sem futuro e consumidor de tempo e dinheiro (RPG), mas no qual ao menos eu possa roubar mais facilmente!


1 - É MAIS BARATO SE VICIAR EM CACHAÇA DO QUE EM WOW!


Primeiramente: custa 30 merrecas só pra ter o jogo. "mas Léo, eu posso baixar tudo pirata e convalidar na battle.net", chora o viciadinho enquanto escolhe luvas pra combinar com o strapon of imponence +3 fúcsia de seu Pandarem. Este ignóbil viciado se esquece que só o jogo básico custa 30 merrecas: cada expansão (que é lançada num ritmo quase anual) custa um corinho de rato a mais. As duas expansões OBRIGATÓRIAS pra se ser top de linha (lixo gypsy king & Catacorno, atualmente) custam a "bagatela" de CEM DILMAS CADA e a taxa mensal de Manutenção da conta é de 15 reais! 15 reais!

ACIMA: strapon of imponence +3 fucsia. imaginem aí a montagem, porque não consegui profanar o tapetinho do meu note pra pintar esse treco...
Ou seja, para se começar a jogar, tendo uma real chance de ser ALGUÉM nesta bomba, de cara você terá que desembolsar 230 DINHEIRINHOS. NEM no banco imobiliário você começa com essa grana!

E é porque este jogo é que trata sobre o mal do capitalismo desmedido.
Fora que cada coisinha a mais custa dinheirinhos: desde itens especiais só a dinheiro, pets inúteis que custam os olhos da cara, até OURO "farmado" por prisioneiros chineses, tudo se compra nesta joça! o centro da cidade tá perdendo bonito pra Azeroth.

Plaque of propagande: +30% na defense ratio, 
+25% no damage ratio e +70% na propaganda ratio.
Pra se ter uma idéia, o dinheiro angariado pela Blizzard com UM MÍSERO PET ESTRITAMENTE ESTÉTICO (i.e. inútil) foi na casa dos 2 MILHÕES DE DÓLARES. Agora, tu imagina quanto esses caras não ganham com pets/montarias que realmente FAZEM alguma coisa? Logo, de boa você se verá gastando entre R$ 50 e 150 ao mês, dependendo de quão noob você é e quão 1337-vid4 l0ka você quer se tornar.

Por outro lado, ao se viciar em PINGA, você pode comodamente alocar (malocar?) parcelas suaves da sua renda neste hábito. Se você escolher o álcool, desde as beras de final de semana até mesmo a meiota-nossa-de-cada-dia pra parar de tremer a mão, não custam mais do que centavos ou poucos reais.

Na verdade, mesmo viciado hardcore, você consegue absorver quantidades absurdas de álcool comprando as cachaças de cabeça, e dificilmente vai precisar de mais de uma meiota (R$ 1,50) por dia pra conseguir ficar "daquele jeito". Saldo do álcool: R$ 45/mês (menos, se apelar pro álcool 90º. Ou for um cachorro.)

Quanto menor o bebedor, maior a cana. E a economia.
(nos vemos na 2ª parte, FELLAS!)

Keywords: artigos, birita, cachaça, cana, cerveja, D.O.T.A., DOTA, G.U.R.P.S., galerians, GURPS, Humor, RPG, vício, World of Warcraft, WOW