PRESTENÇÃO, GAROTO JUVENIL!
(SE VOCÊ É IDIOTA e ainda NÃO percebeu pelo título, este texto tenta ser CÔMICO, i.e., ele exagera a realidade e faz correlações inusitadas no singelo intuito de causar um peidinho mental, que é a gênese do riso. NÓS NÃO INCENTIVAMOS você a BEBER. Não é legal se viciar nessa bagaça, porque pode sequelar sua vida. Logo, seja responsável: só beba se for maior de 18 anos e se for dirigir, não beba. lidar com marcha manual já é difícil demais pra alguns de vocês, avalie com um copo na mão?)
(como esse texto ficou enorme e ninguém tem tanta paciência assim [especialmente com toda essa putaria a ser vista na net] vou parti-lo em 2 bandas, ok? próxima semana tem mais)
Houve um tempo em que eu andava com uma galera. Minha galerinha galerosa galerava pelas galerias (da minha cidade-natal, que não é Galerians - tudo tem limites) basicamente fazendo 3 coisas da vida: nada (majoritariamente), beber (eventualmente) e jogar RPG (todo fds).
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| chute da porra saber que esse jogo viadinho existe. |
Há quem diga que jogar RPG bagunça sua percepção da realidade. Quem fala isso é um tapado que certamente nunca passou 16h em "on", jogando e interpretando seu boneco por horas a fio. (personagem é coisa de viado e atores. Coincidência?)
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jogo vampiro por ser mais pomposo e elegante. Agora dá licença que vou ali
sodomizar meu carniçal com um hidrante... |
Dedicadamente, durante o tempo da partida, cada jogador guia seu boneco por caminhos
mui complexos com objetivos sempre variados que, curiosamente, descambavam 90% das vezes em matar/perverter tudo de bom, justo e/ou certo que aparecia pelo caminho.
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| COMO ASSIM matar a refém não dá xp? |
Com isso em mente, digo-vos que jogar RPG desta maneira jamais distorceu meu senso da realidade porque, naquele momento em particular, eu não estava sendo "EU", o rapaz lépido, fagueiro e pimpão que estas palavras manipula com precisão ímpar (senhoras), mas sim uma projeção unidirecional de tudo que eu acho que seja medieval, com umas pitadas das minhas psicoses e frustrações, totalmente devotado à "ownage" e a sacanear o mestre (sério, é divertido).
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Ownage (noun): 1. Noun form of the verb own. 2. An instance in which
someone or something is owned. 3. BOTAR PRA FUDÊ, VÉI. |
Logo, esse papinho de dissociação da realidade é balela: na vida real, eu sou "eu" o tempo todo; só quando começa o jogo é que me torno uma máquina unidirecional de coletar XP. Simples assim. Fodam-se OS psicólogos, vão empombar com a Sony.
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| Então garoto, o que você vê além de pessoas mortas e continues? |
Vira e mexe a galere se entretia nos ditos corujões das lan houses, onde por noites a fio, pela bagatela de derreáu, você poderia eviscerar madrugada adentro seus colegas em jogos cujo único sentido sempre me pareceu esse (esse lance de defusar bomba em CS é mito). Do CS a coisa foi degringolando pro D.O.T.A.(Deixei de Ouriçar Taradinhas Alternativas), onde começou uma verdadeira peregrinação da galera do RPG de mesa, moleque, de várzea, pra o Dotinha-nosso-de-cada-noite.
Tal tendência gerou um cisma entre o meu pessoal: de um lado, os que jogavam o D.O.T.A. (Deixando o Ouro pro Théo da Actionlanhouse) e se dedicavam de corpo e alma a combear supremamente uma
aghni com
power treads, objetivando que seu
ultimate tenha um
DPS spread ratio de 3
picolés por
microrregião/em
mols (algo assim: não jogo muito essa porra); de outro, a resistência, que ainda insistia no RPG de mesa e em simular uma vida social ativa pra família.
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| Sério, pow, quero minha XP pela refém. |
Apesar das eventuais rusgas (especialmente após a cunha do apelido "Doentes Obcecados por Transexuais Ativos", que rendeu menos risadas do que brigas), aqui e ali ainda havia um equilíbrio: a galera dividia-se em 60/40, com pelo menos 40% do povo a batendo o velho GURPS de guerra.
Mas, desde que o WOW-BR aconteceu, em meados de 2006 (salvo engano), algo essencialmente mudou. Com a "descoberta" dos primeiros servers piratas blizz-like pelo povo, começou um processo de assimilação de toda a minha turma pelo verdadeiro UM-anel: o disco de instalação do WOW!
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pode não caber no seu dedo, mas ele foi projetado pra se fixar nas
bordas do seu lugarzinho divertido, rapaz... |
Eis que, gradativamente, mais rápido que o crescimento da
creep undead, a turma toda ficou enfeitiçada: tudo começou a girar em torno do WOW e assuntos correlatos. Mais rápido que fogo na palha seca, o um-anel da Blizzard transformou toda a minha antiga galera em uma horda de zumbis da Horda (essa frase faz sentido, por incrível que pareça) e quando me dei conta, estava só em casa sem adversários para meu dragão de oito cabeças aracnóide cuspidor de ácido (lisérgico) e seus asseclas, tiranossauros telecinéticos dublês de Elvis (com topete e tudo - ei, em GURPS você REALMENTE pode mestrar de tudo.)
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| TUDO MESMO, seu doente do caralho... |
Por isso, sem nada melhor pra fazer e após ter gasto 6h na feitura de Otto, o octodragon (2h só modelando peculiaridades) vou me vingar apontando os 6 pontos mais abjetos e escrotíferos dos jogos online, comparando-o com a velha birita nossa de cada dia, como forma de exortar o povo a largar esse vício sem futuro e consumidor de tempo e dinheiro, em prol de algum outro vício igualmente sem futuro e consumidor de tempo e dinheiro (RPG), mas no qual ao menos eu possa roubar mais facilmente!
1 - É MAIS BARATO SE VICIAR EM CACHAÇA DO QUE EM WOW!
Primeiramente: custa 30 merrecas só pra ter o jogo.
"mas Léo, eu posso baixar tudo pirata e convalidar na battle.net", chora o viciadinho enquanto escolhe luvas pra combinar com o
strapon of imponence +3 fúcsia de seu Pandarem. Este ignóbil viciado se esquece que
só o jogo básico custa 30 merrecas: cada expansão (que é lançada num ritmo quase anual) custa um corinho de rato a mais. As duas expansões OBRIGATÓRIAS pra se ser top de linha (lixo gypsy king & Catacorno, atualmente) custam a "bagatela" de CEM DILMAS CADA e a taxa mensal de Manutenção da conta é de 15 reais! 15 reais!
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| ACIMA: strapon of imponence +3 fucsia. imaginem aí a montagem, porque não consegui profanar o tapetinho do meu note pra pintar esse treco... |
Ou seja, para se começar a jogar, tendo uma real chance de ser ALGUÉM nesta bomba, de cara você terá que desembolsar 230 DINHEIRINHOS. NEM no banco imobiliário você começa com essa grana!
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| E é porque este jogo é que trata sobre o mal do capitalismo desmedido. |
Fora que cada coisinha a mais custa dinheirinhos: desde itens especiais só a dinheiro, pets inúteis que custam os olhos da cara, até OURO "farmado" por prisioneiros chineses, tudo se compra nesta joça! o centro da cidade tá perdendo bonito pra Azeroth.
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Plaque of propagande: +30% na defense ratio,
+25% no damage ratio e +70% na propaganda ratio. |
Pra se ter uma idéia, o dinheiro angariado pela Blizzard com UM MÍSERO PET ESTRITAMENTE ESTÉTICO (i.e. inútil) foi na casa dos 2 MILHÕES DE DÓLARES. Agora, tu imagina quanto esses caras não ganham com pets/montarias que realmente FAZEM alguma coisa?
Logo, de boa você se verá gastando entre R$ 50 e 150 ao mês, dependendo de quão noob você é e quão 1337-vid4 l0ka você quer se tornar.
Por outro lado, ao se viciar em PINGA, você pode comodamente alocar (malocar?) parcelas suaves da sua renda neste hábito. Se você escolher o álcool, desde as beras de final de semana até mesmo a meiota-nossa-de-cada-dia pra parar de tremer a mão, não custam mais do que centavos ou poucos reais.
Na verdade, mesmo viciado hardcore, você consegue absorver quantidades absurdas de álcool comprando as cachaças de cabeça, e dificilmente vai precisar de mais de uma meiota (R$ 1,50) por dia pra conseguir ficar "daquele jeito". Saldo do álcool: R$ 45/mês (menos, se apelar pro álcool 90º. Ou for um cachorro.)
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| Quanto menor o bebedor, maior a cana. E a economia. |
(nos vemos na 2ª parte, FELLAS!)
Keywords: artigos, birita, cachaça, cana, cerveja, D.O.T.A., DOTA, G.U.R.P.S., galerians, GURPS, Humor, RPG, vício, World of Warcraft, WOW